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REDE DE INCENTIVO AO REFLORESTAMENTO É FORTALECIDA NO SEMIÁRIDO PARAIBANO

O Comitê de Energia Renovável do Semiárido(CERSA), por meio do Projeto ‘Cuidando da Nossa Casa Comum” fechou uma importante parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Patos, através da professora de engenheira florestal, Maria do Carmo Learth Learth para a criação da Rede “Sementes Florestais Caatinga Viva”, ainda 2019. A criação da rede surgiu para incentivar comunidades e sociedade civil ao reflorestamento com a doação de mudas produzidas pela universidade.

O projeto ajuda a reduzir os impactos ambientais, e, sobretudo, colaborar para o enriquecimento da caatinga, diversificação dos cultivos agrícolas e geração de renda para famílias agricultoras, a partir da coleta, reprodução, plantio e manejo das espécies.

A professora destacou a importância da parceria com o projeto para a valorização da nossa flora e da caatinga. “Com esse trabalho junto com o CERSA, nós temos conseguido chegar onde é importante para fazer com que nossa caatinga continue preservada e a gente começar a pensar em recuperar aquelas áreas”, destacou.

Professora Carminha ressaltou ainda que essas iniciativas podem ser replicadas a outros municípios. “Essa divulgação e ampliação do nosso trabalho se tornam mais efetivas. Que ele possa ser replicado e levado para diversas instituições. Quando a gente tem interesse pela causa, as coisas andam com mais força”, destacou.

DOAÇÕES DE MUDAS

Há mais de um ano que esta parceria vem realizando palestras de sensibilização nas comunidades rurais sobre a importância do Bioma Caatinga e as ameaças sofridas por ele, pela intensa exploração de minérios, como também, pela instalação de grandes Parques Eólicos e Usinas Solares por toda a região. Desde que a rede foi criada a professora doou mais de 1.000 mudas de plantas nativas e frutíferas para comunidades que estão na área de abrangência da Diocese de Patos, sendo muitas delas situadas em municípios impactados pelos referidos parques e usinas

Recentemente, a professora firmou parceria com representantes dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) do município de Patos, com a a doação de 100 mudas nativas, que tem o objetivo de realizar um projeto de arborização dos centros, por meio de atividades que serão realizadas em espaços públicos. 

SEMENTES

De acordo com a professora, a rede foi criada há alguns anos, porém, não teve continuidade, o que aumentou a necessidade de produzir sementes suficientes para a recuperação de áreas degradadas. “O governo federal está dentro de um programa de prevê o reflorestamento de 12,5 milhões de hectares até 2030. De vem essas sementes?’, indagou.

Carminha disse ainda que a rede de sementes é importante para que essas não fiquem invisíveis por ser uma política pública adotada pelo País.

COMISSÔES

Nos municípios de Junco do Seridó, Malta, Princesa Isabel, Santa Luzia e Várzea, foram criadas comissões de acompanhamento ao Projeto. Essas comissões sugerem, mobilizam e acompanham atividades do Projeto nos seus respectivos territórios. Merece destacar, que no município de Malta, a comissão passou a estudar de forma continuada a encíclica do Papa Francisco – Laudato Si, e a realizar atividades ambientais nas comunidades tais como palestras, distribuição e plantio de mudas nativas e frutíferas. Ainda nos municípios de Malta e Várzea, aconteceram cursos de Agentes Comunitários de Energia, que envolveu cerca de 40 jovens. Eles estão visitando as comunidades, levando orientações relativas à eficiência energética, ao uso seguro de energia e orientando o seu bom uso que resulta em economia financeira para as famílias.

PARCERIA

Na relação com os parceiros externos, destacamos a importância da ADVENIAT, DIOCESE DE PATOS, Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Socioambiental (FMCJS), bem como as ações da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil (FNPE), AÇÃO SOCIAL DIOCESANA DE PATOS por meio do Programa de Promoção e Ação Comunitária (PROPAC) e MISEREOR.

Esses espaços de articulação e participação política têm pautado reflexões sobre as mudanças climáticas, a problemática energética e as possíveis medidas para o enfrentamento ou mitigação dos seus efeitos, sendo importantes espaços de partilha das experiências e de se pensar estratégias relacionadas ao meio ambiente.

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